segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lakers busca alternativa para a armação


            O Lakers precisa de um novo armador. Os dois últimos jogos indicaram isso. Primeiro Jeremy Lin fez 38 pontos, seu máximo na carreira, em cima de Derek Fisher e Cia. Depois José Calderón fez 30 pontos, também seu máximo na carreira, de novo em cima de Derek Fisher, Steve Blake...
       Chris Paul, nos Playoffs do ano passado, aterrorizou a defesa Angelina com sua capacidade de penetração e abertura de espaços. Ele passava por Fisher facilmente e fazia a defesa do Lakers se deslocar, encontrando arremessadores livres.
       Estes são problemas defensivos dos nossos armadores. Mas o problema está, também, no outro lado da quadra.
       No ataque, Derek Fisher não consegue fazer o time se movimentar, também não envolve os pivôs Gasol e Bynum de forma efetiva. Quando Kobe Bryant está em quadra, ele assume esta função, porém, quando fora dela, tem de confiar em Fisher ou Blake, o que não está dando resultados. Mike Brown percebeu isso e aumentou muito os minutos do ala – armador, o que não é bom, mas é necessário até que se ache outra alternativa.
       Ano passado, Lamar Odom costumava atuar bastante quando Kobe estava no banco. LO é um point – forward, que tem muita inteligência com a bola na mão e sabe atacar a cesta. Mas Lamar saiu e o Lakers está com dificuldades para repor esta peça.
Mitch Kupchak sabe desta deficiência no time e procurou um armador na pré-temporada. Porém, o Lakers não pôde oferecer nada além de salários mínimos para os free agents, o que impossibilitou a chegada de qualquer jogador relevante.
O General Manager do Lakers está fazendo de tudo para adquirir um armador melhor sem ter de se desfazer com um de seus pivôs, o ponto forte da equipe. Gilbert Arenas é uma das possibilidades.
Arenas foi dispensado pelo Orlando Magic pela amnesty clause. Ele é famoso
por seus problemas fora de quadra, porém, alguns anos se passaram desde seu famoso incidente ( levou uma arma de fogo para o vestiário ) e o Lakers não tem muito a perder apostando no veterano. Ele viria pelo salário mínimo de veteranos, cerca de 1.4 milhões de dólares por temporada.
       Outro jogador cogitado é Ramon Sessions, armador do Cavs, que perdeu espaço com a chegada de Kyrie Irving. O time de Cleveland já decidiu seu “preço”: uma escolha de primeiro round para o próximo draft. A grande dúvida de LA é se, de repente, é possível com uma escolha na casa de 24, 25, do primeiro round, encontrar um armador melhor que Ramon Sessions, que é conhecido por ser um mal defensor, porém um bom jogador ofensivo.
       São muitos rumores que giram em torno de LA. No último mês já especularam Rondo, Lowry, Harris, Alston, Iverson e muitos outros armadores no Lakers. É um sinal de que Mitch sabe os problemas do time e está tentando melhorar o elenco.
       De concreto, porém, apenas Arenas, que treinou esta semana em Los Angeles e causou boa impressão nos olheiros do Lakers. Pode ser que o “ Agent Zero “ pinte por aí.
       

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Timão bate no São Paulo no último jogo antes da Libertadores


        Pacaembu. Corinthians x São Paulo. Há sete anos que o resultado parece óbvio. São Paulo: freguês.
        Corinthians fez um de seus melhores jogos em um bom tempo. Desde o empate por 0 x 0 contra o mesmo São Paulo, pelo Brasileirão do ano passado, que o Corinthians joga de forma burocrática, dependendo de jogadas individuais, normalmente feitas pelo Alex, e segurando resultados mínimos.
        Antes, no primeiro semestre, o Corinthians marcava a saída de bola com vontade, jogava com velocidade e com passes longos e precisos. O que mudou? Talvez Tite tenha entendido que o desgaste físico da equipe ao longo do ano requeria um esquema mais conservador, caso contrário, a queda de rendimento seria ainda mais acintosa, no final da temporada. Funcionou, afinal, o time foi campeão brasileiro. Porém, para a Libertadores, será necessário o Timão voltar a ser aquele time veloz, objetivo e forte fisicamente.
         Hoje, foi o primeiro passo para a concretização desse objetivo, que citei acima.
        Jorge Henrique é um jogador, que por características próprias, marca muito e é veloz. Porém, há algum tempo ele vive uma má fase técnica. Hoje, JH foi o melhor em campo de um Corinthians dinâmico, com Danilo marcando e subindo para apoiar, com Paulinho aparecendo pro jogo e, mais importante, com jogadas de linha de fundo efetivas e constantes.
        Em escanteio, Danilo fez 1 x 0. Falha grosseira da defesa são-paulina. O meia corintiano subiu sozinho, na pequena área.
        O Corinthians manteve um domínio absoluto em todo o primeiro tempo. Porém, um pênalti infantil de Alessandro poderia comprometer o resultado. Jadson, estrela do time visitante, tomou pouca distância e isolou de forma tosca. Se tivesse olhado para o goleiro, só teria o trabalho de tocar no canto.
        No segundo tempo, o Timão criou algumas chances, mas segurou o jogo de forma efetiva. Poucas chances para o São Paulo, que teve um expulso, João Filipe, após agressão digna de punição, em Jorge Henrique.
        O São Paulo ainda criou algumas chances, mas Julio César fechou a meta alvinegra.
        Ainda deu tempo de Douglas estrear. O meia ainda está um pouco fora de forma, mas foi muito bom ver ele jogando logo após ser contratado, vai ter papel fundamental na Libertadores.

               


Pós Jogo- Palmeiras 3 x 0 Ituano

    Pode parecer pouca coisa. Uma vitória, contra o fraco time do Ituano. Mas o palmeirense ontem ficou feliz. Pela primeira vez, acho eu, desde o Paulistão do ano passado. Os torcedores alviverde, finalmente, viram um time jogando com prazer, vestindo o manto alviverde.
    E o jogo começou alucinante. Maikon Leite infernizava o lado direito da fraquíssima defesa do Ituano. Barcos parecia já estar inserido no time há meses, tamanho era o entrosamento com os companheiros. E Assunção, bom, era o Assunção de sempre. Genial.
    Logo aos 7, o Verdão ja abria o marcador. A jogada começou com um drible lindo de Barcos, na ponta esquerda da área. A bola foi para o outro lado, para os pés do infernal Maikon Leite, que cruzou, e o goleirão espalmou mal. Resultado: Patrick fez de cabeça.
    Mas, diferentemente do que acontece em 8 de cada 10 jogos do Palmeiras, o time não parou após o primeiro gol. E não muito tempo depois, Assunção cruzou e Barcos deixou o dele, levando os quase 12 mil espectadores alviverdes ao delírio.
    A partir daí, o jogo esfriou. O Palmeiras ainda tinha suas chances e era muito sólido na defesa. Quando começou a levar certa pressão no início da segunda etapa, Felipão mexeu muito bem, colocando João Vitor no lugar do cansado Daniel Carvalho. A saída de bola melhorou, assim como a marcação. E pouco tempo depois, o Verdão fechava o marcador, num cruzamento de Assunção, para o talismã alviverde, Arthur, fazer seu segundo gol em dois jogos com a camisa palmeirense.
    Luiz Felipe ainda mexeu outra vez muito bem, colocando Pedro Carmona no lugar do também cansado Marcos Assunsalva, que foi ovacionado de pé.
    Mais do que a vitória, outros fatos trazem tamanha felicidade para a nação palmeirense. Felipão parece ter achado a escalação ideal; além disso, o técnico colocou, no máximo, três volantes em campo no sábado, um grande avanço; Barcos já mostra ter total entrosamento com o resto do time; Assunção mais uma vez foi brilhante; o time, depois de muito tempo, voltou a jogar com prazer; e, finalmente, time e torcida parecem estar em total harmonia.

NOTAS

Deola- não teve muito trabalho no jogo, mas quase falhou em um chute de lomge- 7,5
Cicinho- mais uma vez jogava bem. Foi amarelado no fim do primeiro tempo, e, por precaução, acabou sendo substituído- 7,5
Juninho- pouco acionado, também pouco apareceu- 7
Henrique- PERFEITO! Parece ter voltado a ser o Henrique de 2008- 9,5
Leandro Amaro- uma partida sem erros, tirando alguns escorregões- 7
Assunsalva- simplesmente genial- DEZ
Marcio Araújo- parece que quando a fase do time é boa, nem ele compromete- 8
Patrick- finalmente resolveu jogar! Medo da chegada do Wesley?- 8,5
Daniel Carvalho- muito marcado, mas achou espaços para alguns passes geniais- 7,5
Maikun Aguero (Maikon Leite)- ele voltou! Que jogo do menino! INFERNAL!!!- 9
IbraimoBarcos- faz a torcida delirar! Finalmente encontramos nosso matador?- 9
Arthurlismã- 2 jogos, 2 gols. Já fez mais que o Ricardo Bueno- 8
João Vitor- reanimou o time com a sua entrada- 8
Pedro Carmona- mostra que tem potencial. Precisa ter mais chances- 8

Luiz Felipe Scolari- parabéns! Deu show!- DEZ

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um Capítulo Verde da História

     Em meio a esse chato começo de ano, quando a única coisa que esquenta os noticiários esportivos são contratações e negociações, não há muito sobre o que escrever, pelo menos, até o Paulistão esquentar. Então, só resta falar do passado, uma parte específica do passado, não muito gloriosa para a Sociedade Esportiva Palmeiras.

                                                                       ***


    O Palmeiras já fez história em vários momentos. Mas um, em especial, é pouco lembrado, porém, importantíssimo para o futebol brasileiro. Esse "esquecimento" deve-se ao fato de que o ocorrido aconteceu na fase mais escura da história do Verdão: a queda para a Série B, em 2003.
    Até 2003, poucos times já tinham caído para a Segunda Divisão. O Fluminense, que chegou até a cair para a Série C do Brasileiro, e o São Paulo que havia caído, nos anos 90, para a Série A2 do Paulistão, eram as exceções. Porém, como todos sabem, ambos os times tinham retornado a elite do futebol, brasileiro e paulista, no tapetão, ou seja, sem ao menos ganhar a Série B, para isso, graças a mudanças no regulamento das competições.
    Assim, quando Botafogo e Palmeiras caíram, no fatídico ano de 2002 era de se esperar que eles também voltassem sem ao menos precisarem jogar a Segundona. Muito pelo contrário. Mustafá Contursi, é verdade, chegou a até tentar que o Verdão subisse no tapetão, mas felizmente não conseguiu, graças a um imbróglio com as cotas televisivas do novo Campeonato Brasileiro.
    Logo, o Verdão e o Botafogo teriam que, pela primeira vez na História, subir na bola. Uma tarefa um tanto díficil, uma vez que os times do interior os consideravam seus maiores adversários e até inimigos.
    Mas foi isso que aconteceu. Com um time cheio de garotos, frutos do vice campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior daquele ano, São Marcos no gol, após ter recusado uma proposta milionária do gigante Arsenal da Inglaterra, e Jair Picerni no banco, o Verdão passou, fase por fase, do turno de pontos corridos até o quadriangular final, para retornar a Série A.
    O Palmeiras, campeão de Segunda Divisão de 2003, e o Botafogo, o vice, foram os primeiros times a se reerguer na bola. E assim, no futuro, obrigariam todos os outros times grandes, como Grêmio, Vasco, Corinthians, entre outros, a retornarem a elite, jogando futebol. Um avnço gigantesco para o corrupto futebol brasileiro.

    Era a Sociedade Esportiva Palmeiras, mesmo no momento mais escuro de sua gloriosa vida, fazendo história no Futebol Brasileiro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Resultados da Copinha


    A Copinha acabou para o Verdinho. O time deixou a competição, nas quartas de final, contra o Atlético-PR, em um jogo eletrizante que acabou 4 a 3 para o time paranaense. O jogo contou com expulsões, penaltis, golaços, erros de arbitragem... Realmente, parecia um jogo de gente grande! Porém, mesmo com o time deixando a competição cedo, alguns bons frutos podem ser colhidos de nosso time de juniores.
    O zagueiro Luis Gustavo apesar de ter apenas 17 anos de idade, mostra uma enorme liderança dentro de campo. Bom zagueiro, é habilidoso, e tinha a função de líbero no esquema de três zagueiros do Verdinho. Com a necessidade de zagueiros no elenco principal, poderia facilmente subir.
    Mas os grandes destaques da competição foram os meio campistas Bruno Dybal, 17, e Diego Souza, 18. O primeiro liderou o time na conquista do Campeonato Paulista sub-18. Apesar de jovem, tem enorme calma, responsabilidade. É habilidoso, e um verdadeiro líder dentro de campo. Seria uma ótima opção no elenco de Felipão. Já Diego, encheu os olhos da torcida palmeirense. Fazendo golaços, jogando na raça, demonstrou ter habilidade e capacidade de jogar no elenco principal alviverde. No último jogo, frente ao Furacão, chegou até a jogar passando mal, e mesmo assim, ainda fez um golaço. Esse tinha que subir já. E ele ainda pode jogar de atacante.
    Esses foram os grandes destaques alviverdes na Copinha. Porém, eles dificilmente devem ser usados por Luiz Felipe Scolari, que clama por reforços. O time, de fato ainda precisa de (muitas) peças. Um lateral direito, um meia, um atacante e um zagueiro, no mínimo. Mas, algumas dessas vagas poderiam ser preenchidas por jovens. Não seria o ideal, mas na falta dos camarões, pedidos por Felipão, eles podiam pelo menos ser um bom prato.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Corinthians falha no planejamento ao focar todos seus esforços em apenas um atleta


Embora campeão brasileiro, o Corinthians me preocupa... Não tanto quanto nos anos anteriores, mas eu vejo uma grande falha no planejamento alvinegro para o ano de 2012.
Andrés Sanchez saiu e deixou a contratação de Montillo engatilhada. Bastava o jogador fazer a sua parte, deixar claro para o clube mineiro que a proposta corintiana era muito benéfica em termos financeiros e futebolísticos. Andrés, porém, não contava que o novo presidente do Cruzeiro era um senhor prepotente e alucinado... Gilvan de Pinho Tavares estipulou um valor, para o meia argentino, totalmente fora das possibilidades de um clube brasileiro.
Walter Montillo é um grande jogador, talvez o melhor em sua posição, atuando no Brasil. Porém, pagar 17 milhões de Euros por um atleta de 27 anos, que vingou no futebol há menos de três temporadas, é jogar dinheiro fora. Existem outras opções mais baratas, principalmente no mercado latino, tão pouco explorado por clubes brasileiros.
Enfim, o Timão fez uma oferta de 8,5 milhões de Euros, a qual foi prontamente recusada pelos mineiros. Com mais uma tentativa fracassada, o Corinthians publicou uma nota oficial em seu site dizendo que as negociações estavam encerradas. O curioso foi que, logo em seguida, Montillo se pronunciou dizendo que queria defender o manto alvinegro nessa temporada. O Cruzeiro tremeu.
Gilvan abandonou seu discurso de manter o jogador sem aumentar seu salário. Nos bastidores, o presidente do Cruzeiro trabalha, de forma desesperada, atrás de empresas que aceitariam investir em direitos de imagem do meia.
Meu palpite é que Montillo ficará no Cruzeiro e receberá um grande reajuste salarial.
Mas aí vem a parte preocupante. O Corinthians disse que não irá atrás de outro meia de destaque caso Montillo realmente não acerte.
Ano passado, o Timão apostou na manutenção da maior parte do elenco de 2010 para a disputa da pré-Libertadores.  O que se viu foi um punhado de jogadores fora de forma e um banco de reservas que não oferecia opções para substituir esses jogadores sem ritmo. Faltava também um líder em campo, um jogador que chamasse a responsabilidade. Isso ficou ainda mais claro quando Liédson chegou marcando gol atrás de gol, após a eliminação na Libertadores.
Hoje, o Corinthians tem Alex e Liédson. Mas Montillo possui experiência na competição internacional e seria fundamental para o elenco. E, infelizmente, o Corinthians enfatizou que não irá buscar outro jogador como o meia argentino.
Depois, se o Corinthians tiver problemas na Libertadores, irão culpar a falta de planejamento, algo que poderia ter sido evitado se o time não ficasse focado apenas no Montillo e tivesse procurado outras boas opções...
      

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Fim da Era



  Os palmeirenses sentirão falta dele. O futebol sentirá.
   Obrigado. Não a nada além disso que possamos dizer ao nosso Marcão numa hora dessas. Obrigado por me fazer palmeirense. Por ser meu ídolo. Por ser a cara e o cara do Palmeiras. Mas, muito mais do que isso, por sempre, sempre e sempre, ser palmeirense de coração. Marcos é, foi e sempre será um ídolo. Um exemplo. Um santo.
    Talvez por significar tudo isso, nunca achei que esse dia chegaria. O dia que São Marcos deixaria de vestir a 12, deixaria a faixa de capitão. Passaria nosso posto de goleiro para o próximo. Amanhã, qualquer um que verdadeiramente aprecie o futebol, vai acordar mais triste. Foi o fim da carreira de um exemplo, de um ídolo, não só dos palmeirenses, mas de todas as torcidas. Não só dentro das quatro linhas, como também fora delas. De um caráter fenomenal. São Marcos é simplesmente indescritível. Sem ele, o futebol perdeu um pouco do seu sentido.
     Num futuro, não muito longe, terei orgulho de falar para os palmeirenses mais jovens: "eu vi Ele jogar!" Porque São Marcos, uma vez que encerrada sua carreira, deixa de ser um jogador para ser imortalizado. Para virar uma Lenda. Uma Lenda que eu me orgulho de ter visto vestir o manto alviverde! Afinal, quem mais teria 532 jogos e 19 anos pelo Palmeiras?
    É, os números de Marcos impressionam. Mas, não demonstram nem de perto o que a torcida alviverde sentia pelo Ídolo. O que Marcos representava, não só para o palmeirense, como para qualquer amante de futebol. A tristeza imensa, que hoje sentimos.
    Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, e, provavelmente, na minha opinião, o maior ídolo da História do Palmeiras pendurou as chuteiras.  São Marcos, que tanto nos tirou lágrimas de felicidade em inúmeros jogos, hoje nos faz chorar, como ninguém, de tristeza. De saudade. E que saudade...
     Se hoje jogadores deixam de suar, de jogar com a alma, de se identificar com um clube, Marcão soube, como poucos, o que realmente significa vestir a camisa de um clube. Do Palmeiras. Como, Rogério, que soube realmente o que é vestir a camisa são paulina.


    Marcos é, foi, e sempre será uma lenda. Um ídolo que ultrapassou as quatro linhas. Por ter sido um dos melhores goleiros da História do Futebol, ele será lembrado. Por defesas sensacionais e penaltis defendidos, ele será lembrado. Por recusar uma proposta de milhões de euros do Arsenal, para defender um time na Segunda Divisão, ele será lembrado. Mas além de tudo isso, o camisa 12 será eternizado, principalmente, por ter se tornado ídolo de palmeirenses, são paulinos, cruzeirenses, corintianos, colorados... Não só um herói de uma entidade, mas um herói do futebol.
    E se desde o começo do ano planejava esse texto, hoje as palavras não saem. Não há o que escrever. Não há como descrevê-lo, ou como agradecê-lo. Apenas dizer: Obrigado, por tudo, Marcos Roberto Silveira Reis, o São Marcos de Palestra Itália.